POLITICA: Racha no grupo governista pode mudar o rumo da eleição de 2026 na Bahia
- 05/03/2026
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O ano de 2026 promete ser um dos mais intensos da política brasileira, com disputas acirradas tanto no cenário nacional quanto no estadual. Na Bahia, onde tradicionalmente o grupo liderado pelo Partido dos Trabalhadores mantém forte presença no comando do governo, os primeiros movimentos no tabuleiro político já começam a indicar que a eleição poderá ser definida por um fator simples, porém decisivo: quem errar menos.
Apesar da boa avaliação administrativa e da crescente popularidade do governador Jerônimo Rodrigues, analistas políticos avaliam que o grupo governista tem enfrentado dificuldades internas que podem enfraquecer a base para o próximo pleito. O campo político liderado pelo governador conta ainda com figuras de peso como o senador Jaques Wagner, o senador Otto Alencar e o ministro da Casa Civil Rui Costa. Mesmo com essa estrutura consolidada, especialistas apontam que erros considerados primários na condução política interna têm gerado preocupação dentro da base aliada.
Nos bastidores, as divergências internas vêm ganhando visibilidade e levantando questionamentos sobre a unidade do grupo. Entre os episódios recentes, a saída do senador Angelo Coronel do campo mais próximo do PT é vista por analistas como uma perda significativa de articulação política. Coronel é reconhecido como um articulador influente e sua movimentação pode representar impacto real na construção de alianças para 2026.
Além disso, tensões envolvendo lideranças governistas, incluindo divergências políticas atribuídas a Rui Costa e ao vice-governador Geraldo Júnior, ampliaram o debate sobre disputas internas por espaço político. Nos bastidores, interlocutores apontam que a presença de interesses partidários distintos, inclusive envolvendo o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), tem contribuído para aumentar o clima de tensão.
Especialistas ouvidos por analistas políticos destacam que as disputas de vaidade e projetos pessoais podem acabar abrindo uma brecha estratégica para a oposição. Caso o grupo governista não consiga construir um consenso interno nos próximos meses, o cenário pode favorecer nomes da oposição, como o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que permanece como uma das principais lideranças políticas do campo oposicionista no estado.
Para observadores do cenário baiano, o momento exige cautela e diálogo dentro da base governista. Ainda que a eleição esteja distante, o início antecipado das movimentações políticas mostra que 2026 será uma disputa marcada por estratégia, articulação e controle de conflitos internos.
No xadrez político da Bahia, a avaliação de muitos analistas é direta: em uma eleição equilibrada, não vence necessariamente quem tem mais força, mas quem comete menos erros ao longo do caminho.






