POLITICA: ​Senador Otto Alencar vai pautar projeto para estender mandatos de prefeitos até 2030

  • 05/04/2025
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POLITICA: ​Senador Otto Alencar vai pautar projeto para estender mandatos de prefeitos até 2030

Senador Otto Alencar vai pautar projeto para estender mandatos de prefeitos até 2030

Unificação das eleições pode ser aprovada ainda em 2025 e pode estender mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2024 até 2030 para alinhar pleitos municipais com estaduais e federais.

Uma nova movimentação no Senado Federal promete reacender o debate sobre a unificação das eleições no Brasil. A proposta, que visa realizar em uma única data todos os pleitos municipais, estaduais e federais, está sendo tratada como prioridade por lideranças da Casa e pode ser votada ainda em 2025. O senador Otto Alencar (PSD-BA), próximo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, relatou que pretende debater uma forma de realizar as eleições gerais e municipais de uma só vez, a cada quatro anos. Para que isso aconteça, a legislação precisa ser modificada. Uma das saídas seria estender o mandato dos atuais prefeitos até 2030, por exemplo.

Dessa forma, a próxima eleição municipal seria realizada em conjunto com a geral, quando são eleitos o presidente e vice-presidente da República, governadores, senadores e deputados. Otto afirmou que tratará do assunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador é um crítico do formato atual, em que o Brasil realiza eleições a cada dois anos. “Ninguém aguenta mais isso. Acaba uma eleição e já se começa a pensar na outra”, afirmou. A unificação proporcionaria economia aos cofres públicos, além de colaborar para que a agenda política tenha mais tempo para realizar as entregas, sem ter que interromper os trabalhos a cada dois anos com campanha eleitoral.

Atualmente, as eleições brasileiras ocorrem a cada dois anos, intercalando pleitos municipais (prefeitos e vereadores) com os estaduais e federais (governadores, deputados, senadores e presidente). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2020, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), é a principal base dessa discussão. A proposta prevê a unificação das eleições a partir de 2030, com a prorrogação dos mandatos municipais eleitos em 2024 por mais dois anos.

“Não faz sentido manter um país em constante campanha política, com eleições a cada dois anos. Isso compromete o planejamento das gestões e encarece todo o processo democrático”, argumenta Fagundes.

Para que a mudança seja possível, a proposta prevê a prorrogação dos mandatos dos prefeitos e vereadores eleitos em 2024 até 2030. Ou seja, ao invés de quatro anos, esses mandatos teriam duração de seis anos. A medida é polêmica, mas conta com apoio de parte dos parlamentares e prefeitos que enxergam na ideia uma solução administrativa de médio prazo. O senador Otto Alencar (PSD-BA), próximo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), já sinalizou que pretende pautar a proposta no colegiado. “As eleições a cada dois anos criam instabilidade política e atrapalham a governança. É hora de racionalizar o processo”, afirmou Otto.

Tramitação acelerada

Na última terça-feira (2), o senador Marcelo Castro (MDB-PI) apresentou um novo relatório do projeto de atualização do Código Eleitoral, que consolida toda a legislação partidária e eleitoral vigente. O relatório, que será debatido nas próximas semanas em audiências públicas, também abre espaço para discutir a unificação das eleições.

“Essa é uma oportunidade histórica de modernizar o sistema eleitoral e fortalecer a democracia. Com audiências públicas e um bom diálogo com a Câmara, é possível aprovar ainda este ano. Beneficiará prefeitos já reeleitos? sim, no entanto, não há mal algum se o objetivo maior é diminuir gastos”, disse Castro.

Obstáculos e articulação política

Apesar da disposição do Senado, a proposta precisará de apoio expressivo também na Câmara dos Deputados, onde o tema já gerou controvérsia. No entanto, levantamentos de organizações ligadas aos prefeitos pelo Brasil, afirmam que a maioria apoia o projeto. Isso pode ser crucial para que os deputados federais, que precisam diretamente do apoio dos gestores, fechem questão e aprovem a alteração no calendário eleitoral, que pode ser promulgar antes do próximo ciclo eleitoral geral. Com isso, o Brasil entraria em uma nova era política, marcada por pleitos unificados e, potencialmente, um ambiente eleitoral menos fragmentado.


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Marilene Teles da Silva

08/04/2025

Seria bom ia economizar gastos físicos e materiais se os outros políticos tiverem bom censo vão aprovar sim

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